14-11-2019

Turismo de Portugal

  • Cada coisa a seu tempo e o caminho está a fazer-se, mas iremos ver alguma vez na WORLD TRAVEL AWARDS serem atribuídos prémios também para o Alojamento Local ( Holiday Homes ) ?


    É com orgulho que os Portugueses e os agentes de turismo receberam ontem a notícia de 37 prémios para Portugal e 1 deles é o de “ Destino Líder Europeu “. Prémio que desde 1996 só 6 países receberam, sendo que nem sempre é atribuído a um país, na maioria dos casos é a uma cidade e só 2 vezes foi atribuído a um país, na sua totalidade, como destino.

    Grécia em 2006 e agora..., Portugal!

    Mas os prémios incluem imensas categorias, como exemplo, companhias aéreas, rentacar, hotéis..., etc.

    E dentro do Alojamento Turístico há imensas sub categorias, em que o Holiday Rentals ( Alojamento Local ) ainda não entra e claro que percebemos porquê. Por não ser ainda assumido “oficialmente” como Alojamento Profissional, por ser um tipo de alojamento muito recente e claro... , por levantar muita polémica e interesses.

    Mas veja de seguida algumas das categorias da WTA. Percebe aqui alguma semelhança com o Alojamento Local? 

     

     Europe's Europe's Leading Serviced Apartments 2017Leading Serviced Apartments 2017rtmen

    Europe's Leading Serviced Apartments 2017Europe's Leading Serviced Apartments 2017

    Europe's Leading Serviced Apartment Brand 2017Europe's Leading Serviced Apartment Brand 2017

    Europe's Leading Resort Villas 2017Europe's Leading Resort Villas 2017

    Europe's Leading Luxury Resort & Villas 2017Europe's Leading Luxury Resort & Villas 2017

    Europe's Leading Hotel Residences 2017Europe's Leading Hotel Residences 2017

    Percebemos que em muitas destas categorias de unidades, está inerente o conceito do Alojamento Local, Apartamentos, Villas etc..., de não ser só um quarto, poder ser uma unidade como se fosse uma casa, mas com uma grande diferença, é que muitas vezes estão coladas a unidades hoteleiras existentes ou oferecem serviços reconhecidos na hotelaria e considerados profissionais.

    Deixamos uma pergunta:

    Será bom..., que um dia o Alojamento Local ( Holiday Homes ) esteja também aqui nesta lista ? 

    Ou será preferível que tenha e mantenha uma identidade própria, independente do Alojamento Turístico?

    Não sabemos, e ainda não é possível haver certezas, mas há certamente uma necessidade imediata de começar a fazer perguntas como estas. Porque é INEGÁVEL o peso financeiro, social, económico que o sub setor do Alojamento Local tem a nível mundial.

    Comente e partilhe a sua visão deste tema.

     

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  • É preocupante quando algo de incrivelmente repetente acontece em Portugal. Até mesmo numa geração que nasceu já pós revolução dos cravos, estando em plena idade ativa, adulta, que viaja, lê, ouve, bebe..., mas muitas vezes digere mal o que lhe dão a beber. Bebidas fast food ou fora de prazo alimentando o síndrome da insuficiência de autoestima e que fazem mal por aqui a quem até faz MUITO MELHOR que outros, porque somos melhores!  Isto a propósito do Turismo em casas privadas ( Alojamento Local ).


    Nas 2 últimas semanas, alguns títulos e notícias do que chegava da Europa, relativamente ao turismo em casas privadas ( Alojamento Local ):

    Alojamento local: cidades europeias exigem mudanças” ( Jornal Expresso ) e com subtítulos:

    “Em causa poderá estar a obrigatoriedade de divulgação dos dados pessoais dos proprietários que utilizam plataformas online, como o Airbnb e Booking, para arrendar as suas casas

    ou ainda:

    Oito cidades europeias vão pedir à Comissão Europeia que passe a ser obrigatório tornar pública a informação pessoal dos arrendatários. É o mais recente episódio da contestação das cidades aos excessos do alojamento local ".

    Sabia que:

    Portugal é o único país europeu com um Regime Jurídico exclusivo para o alojamento de turistas em casas privadas ( RJAL )?
    Que somos únicos com uma regulamentação nacional, desburocratizada e construída para evitar a ilegalidade?
    Que somos os únicos a exigir claramente às plataformas promotoras internacionais uma fiscalização dos anúncios publicados?
    Que há uma base de dados pública dos Alojamentos legais, ( RNAL ) que qualquer cidadão pode consultar sem se esconder nada e de nada?
    Que somos ( Portugal ) um exemplo de regulamentação deste recente sub sector do Turismo?
    Que a associação que representa o AL, ( ALEP ) tem uma importante peso na Europa?
    Que o Alojamento Local Português é visto como um excelente exemplo de legislação e mesmo um “case study” ?

    Fica a comparação com os títulos e notícias e o apelo para se comparar de forma honesta e legitima.

    Cidades Europeias desesperadas ( essas sim ) já precisam de pedir ajudar à Comissão Europeia. Essas cidades têm problemas reais, porque não há legislação nacional para as ajudar, não têm meios para combater a ilegalidade, por os governos desses países acharem que é algo que não merece atenção nacional e que simplesmente a nível regional / local se pode resolver.

    Nós por cá..., estamos mesmo muito mal caramba..., sempre na cauda, sempre atrasados..., que chatice !

     

    António Santos

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  • É preciso isto?

    É preciso que cidadãos, que só querem ter o direito a uma fonte de sustento e rentabilidade, tenham de fazer petições à AR para solicitar aos deputados do parlamento de Portugal, que não lhes tirem essa fonte de proveitos? 

    As senhoras e senhores deputados não têm vergonha na cara? 

    Em muitos outros países civilizados, desta Europa, estes mesmos cidadãos não faziam petições públicas..., exigiam a demissão já e agora. Davam um murro na mesa. Mas aqui, muitos dos que representam o povo português, não merecem o lugar que o povo lhes deu.


    Para quem não sabe:

    O Alojamento Local é já sustento direto para mais de 30000 pessoas.
    Criou em 2016 mais de 13000 empregos indiretos e 6000 diretos.
    Rendeu ao estado Português, em 2016, 60 milhões de euros.
    Renderá ao estado Português, em 2017, mais de 123 milhões de euros.
    Vale já em Lisboa 1% do PIB da região.
    Sem AL não haveria alojamentos suficientes em eventos como o Web summit.
    Sem AL, 29000 casas em Portugal estariam potencialmente devolutas.
    Sem AL o país estava fortemente mais pobre.
    O AL já foi reconhecido como um “case study” pelo seu sucesso e empreendedorismo.
    O AL é no entanto, na quase totalidade, de iniciativa privada, sem subsídios, sem apoios estatais.

    Qual o direito de partidos, deputados, governos se usurparem destes resultados quando pouco ou mesmo nada fizeram ?

    Porquê que algumas das propostas, de alguns partidos, são quase uma cópia de propostas de alteração que chegam de setores hoteleiros que também têm Alojamentos Locais?

    A grande maioria das pessoas que fazem Alojamento Local não têm nomes de filósofos, não tiram coelhos da cartola e não têm as costas largas e também são “experts” em dar afetos aos turistas que visitam Portugal.

    O Alojamento Local é composto maioritariamente por pessoas que criaram o seu próprio emprego, não fazem greves, não esperam subsídios, pagam impostos..., mesmo quando os aumentam em 200%..., ( 2017 ) e têm quase todos uma coisa em comum..., GARRA ! Enquanto as senhoras e senhores deputados que querem mudar a legislação, na linha das propostas apresentadas à Assembleia da República, não têm GARRA, têm GARRAS..., é esta a diferença!

    De forma mais ou menos encapotada, pretende-se legislar no sentido de impedir na prática que as pessoas deixem de poder exercer uma atividade, uma profissão, um serviço legitimo, legal, que já é totalmente regulado, regulamentado e que os ajustes têm de ser em defesa dos empregos e sustento e não em defesa de grupos económicos, de negócios chorudos com a reabilitação urbana, com a Compra e Venda de Imobiliário e Golds..., muitos Golds.

    Senhoras deputadas e deputados, tenham vergonha e usem a oportunidade que ainda têm de nos próximos dias ler as petições, ouvir, ponderar e perceber que o que há a mudar e ajustar, são casos “Micro” de freguesias, bairros históricos e pouco mais..., onde sim, é preciso regular e equilibrar. O Alojamento Local ( AL ) não precisa de mudanças, precisa de apoio !

     

    António Santos

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  • Este artigo não é de tricas, mas parte da entrevista que Raul Martins, o presidente da AHP ( Associação Hotelaria de Portugal ), deu à publicação PRESSTUR, que não é muito diferente de outras entrevistas anteriores, quando fala de Alojamento Local, ( quantas mais virão no mesmo tom? ). A única coisa que achamos que há para dizer, é que na realidade, o senhor presidente da AHP, parece estar num processo de auto descredibilização, não atualização, miopia e que esperamos sinceramente que isso acabe por não afetar de forma mais séria a Associação de Hotelaria de Portugal. Seria mau para os Hoteleiros e para o Turismo Português.

    Até porque Raúl Martins tem responsabilidades no grupo Altis, que detem mais de 30 apartamentos registados como Alojamento Local. 


    O 29º Congresso Nacional da AHP, começa hoje dia 15 de Novembro de 2018 e parece-nos que se alguém não aproveitar a oportunidade para conversar e esclarecer cabeças como a do presidente da AHP, é uma oportunidade de ouro perdida.

    Temas e palestrantes:

    PAINEL 1 | O Turismo na Europa das Regiões  

    PAINEL 2 | A condição periférica de Portugal

    PAINEL 3 | Como crescer sem perder a identidade

    PAINEL 4 |As pessoas: a aposta de sempre, os reptos do futuro

    PAINEL 5 |O Futuro do Hotel Revenue Management

    PAINEL 6 |Novas tendências do alojamento

    É de algum interesse ver a lista depalestrantes

     

    Note-se que este Congresso é de Hotelaria e Turismo..., turismo no seu global. O que faria todo o sentido ver-se um debate aberto a propósito do fenómeno mundial e nacional, que é a procura genuína dos turistas pelo alojamento em casas privadas, Alojamento Local em Portugal.

    Até percebemos, que enquanto não se sair da caixa, do quadrado, do entulho e comportamentos de corporativismo tão marcados em Portugal, um congresso destes não vai ter a coragem de colocar o assunto em cima da mesa de forma aberta. Será que algum dos palestrantes o vai fazer por sua própria iniciativa, ou  será só abordado por alto no Painel 6 ou nem isso?

    E se algum o fizer, será de forma condicionada pelas pressões corporativistas, ideológicas, financeiras, partidárias, como temos assistido em muitos “canais” ? Ou será olhando para o inevitável, que é o facto de governos e estados deste planeta não conseguirem contradizer por muito tempo, aquilo que é a vontade das pessoas evoluírem, fazerem diferente, ter experiências e o direito a escolher em liberdade, até no simples facto de quererem dormir fora de casa..., numa casa, em vez do tradicional hotel e que isso é legitimo e legal.

    Realmente é verdade Sr presidente da AHP..., o AL não é concorrente..., complementa, no mesmo sentido de um apoio ao turismo de elevada qualidade. Algo que até já foi reconhecido por pessoas influentes e responsáveis do setor da hotelaria, do turismo e não só. Pessoas que sim..., conhecem, sabem o que é Alojamento Local, a sua qualidade e os milhões de € que permite que fiquem em Portugal, em vez de outro país concorrente em termos turísticos.

    E sim, porque AL é uma sigla de um tipo de Alojamento para Turismo devidamente regulamentado em Portugal, em que quem os gere, não são “totós”.

    E sim, um AL tem casa de banho privada, espaço privado, limpo, com regras a preços que vão de 30€ a 400€/noite e até mais..., e com mais uma coisa..., é feito por pessoas para pessoas e onde se pode ficar a 2, em família ou com amigos, não precisa ter quartos comunicantes, há oferta diversificada, personalizada que se adapta de forma natural ao que os turistas de hoje e do futuro procuram. E não, AL não são só espaços partilhados, ou Hostels, com quartos e casas de banho partilhados como o Sr Presidente da AHP mantém bem vivo, sem perceber que o mundo muda muito mais depressa que alguns cérebros.

    E o mundo muda, porque cada vez mais, o mundo partilha, numa crescente economia de partilha, em vez da concentração. Essa é uma das maiores batalhas silenciosas a que o mundo está a assistir.
    É a partilha de recursos e proveitos em que MUITO se partilha por MUITOS em oposição à concentração, em que MUITO se partilha por POUCOS. Grande verdade Sr Presidente da AHP..., o AL não é concorrente, é complementar, concordamos consigo PORQUE PARTILHA os muitos alojamentos, com os muitos hotéis, sem entrar em competição prejudicial, estupidificante e desnecessária.

    Esperamos sinceramente que no ano em que a Organização Mundial do Turismo, definiu como o ano do turismo sustentável, saiam do 29º Congresso da AHP coisas limpas e responsáveis que contribuam para o crescimento saudável do turismo sustentável.

     

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  • O Alojamento Local (AL) está na ordem do dia. Fala-se muito do AL e, muitas das vezes, para fazer uma apreciação negativa com base em dados que não parecem ser sustentados em números reais. Ou será que são? O ZiBiLocal quis saber mais e foi investigar. Fê-lo com base nos dados dos registos de AL, acessíveis para todos, disponíveis no Turismo de Portugal. É afinal a perceção igual à realidade?


    Nas próximas semanas iremos divulgar algumas das conclusões a que chegámos, divulgando aqui os números dos registos de AL feitos no Turismo de Portugal, devidamente categorizados por áreas, para que possam ser depois analisados sem filtros, ajudando a que as trocas de argumentos sejam fundamentadas em factos e não em convicções.

    Afinal qual a percentagem de individuais que exploram AL face às empresas? E qual a freguesia onde há mais AL? Sabe qual a nacionalidade estrangeira que tem mais AL registados em Portugal? E o número de AL registados, de que forma tem evoluído no tempo? São muitas as casas antigas disponíveis para AL, ou a maioria são casas mais recentes?

    Numa época em que o acesso à desinformação é por vezes mais rápido do que o acesso à informação, queremos ajudar a esclarecer e não a baralhar ou condicionar. Afinal, a informação existe e está mais disponível do que nunca. Há é que saber procurá-la.

    Começamos com uma curiosidade, que será demonstrativa de que os AL têm prestado um importante serviço na recuperação de habitações mais antigas: até hoje, estão registadas no Turismo de Portugal, para AL, 29.305 casas de construção anterior a 1951. Um número que representa mais de metade das casas registadas na entidade que regula o sector.

    Detalhando por concelho, Lisboa tem a maior fatia de casas antigas registadas para AL, com 8.226 registos, seguindo-se Albufeira e Porto, com números na casa dos dois mil registos. Se fizermos a análise de registos de casas de construção posterior a 1951, temos o Porto a liderar, com 2.365 registos, mas com Loulé, Albufeira e Lisboa próximos, também na casa dos dois mil AL.

  • Retomamos esta semana a nossa análise aos registos de Alojamento Local (AL) feitos no Turismo de Portugal escrutinando geograficamente a distribuição dos alojamentos em AL.


    Na nossa primeira análise abordámos a distribuição geográfica tendo em conta a antiguidade dos imóveis. Desta vez removemos esse filtro e analisamos a totalidade de registos feitos até ao momento.

    Desde já se percebe que o Algarve, com 22.647 registos, se destaca das outras regiões. São quase 42% dos registos efetuados em todo o país, que demonstram que o Algarve continua a liderar enquanto destino de férias por excelência.

    Abaixo do Algarve vem o Distrito de Lisboa que, com 13.401 registos, tem perto de 25% dos alojamentos de todo o país. O Distrito do Porto vem mais abaixo com 5.937 registos de AL, o que corresponde a 11% do total nacional.

    Estes números indicam que, só nestes três distritos – Faro, Lisboa e Porto –, estão 77% dos AL em Portugal, sendo que a distância para os distritos mais abaixo ainda é considerável. O Distrito de Leiria, a Ilha da Madeira e o Distrito de Setúbal, com 2.476, 2.243 e 1.762 registos, respetivamente, são as restantes regiões que ainda têm um número acima do milhar de AL registados.

    Mas o ranking de concelhos já apresenta Lisboa à frente, destacada, com 10.299 registos. Albufeira, com 4.761, e o Porto, com 4.739 registos vêm a seguir. Vem depois uma sequência de concelhos algarvios e apenas o Funchal, com 1.128 AL, se intromete no top 10.

    Curioso será descobrir o concelho interior com mais AL. Se pesquisarmos apenas concelhos que não estejam em contacto com o litoral, encontramos Coimbra, que tem 197 registos de AL efetuados e está em 36º lugar na lista de concelhos com mais registos, e Terras do Bouro, dois lugares abaixo, com 179 AL, demonstrando bem que a proximidade do litoral e das praias ainda favorece a aposta nos AL.

    Mas façamos um pouco mais de zoom no mapa, em busca das freguesias que têm mais AL registados. Se está à espera de ver uma freguesia de Lisboa no topo, desengane-se. É novamente o Algarve quem lidera, com a freguesia de Albufeira e Olhos de Água que tem 4.055 registos. A seguir vem a freguesia portuense que alberga as antigas freguesias de Cedofeita, Ildefonso, Sé, Miragaia, Nicolau e Vitória, com 3.416 AL. A freguesia de Santa Maria Maior, em Lisboa, com 2.676 registos, vem em terceiro lugar no ranking de freguesias com mais registos de AL.

    Em jeito de conclusão, pode dizer-se, sem grandes surpresas, que existem 3 grandes áreas de AL em Portugal: Algarve, Lisboa e Porto, mas o resto do país está longe de ser apenas paisagem no que a este sector diz respeito. 493 unidades na Ericeira, 348 na Nazaré ou 245 em Aveiro são exemplos de que este tipo de alojamento existe um pouco por todo o país, sendo apenas 18 os concelhos que não têm qualquer registo de AL. Pelo menos até agora.

     

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  • No terceiro artigo ZibiLocal sobre a análise dos números de registos de Alojamento Local (AL) recolhidos do Turismo de Portugal procurámos investigar se a maioria de titulares é, realmente, constituída por Empresários em Nome Individual (ENI) ou se há um número significativo de registos por Sociedades Lda. Mas, para além disso, quisemos saber se o mais comum é existirem entidades que gerem mais do que um alojamento ou se, pelo contrário, o habitual é existir um alojamento por titular.


    Desde já, os registos dizem que há 34.752 feitos em nome individual (ENI) e 19.544 em nome de pessoa coletiva. Acontece que estes números não chegam para se tirarem grandes conclusões, uma vez que há diversas empresas que têm apenas um único registo feito em seu nome e há também diversos individuais com mais do que um AL registado.

    É importante aqui esclarecer que a investigação que fizemos tem como base os números fornecidos pelo Turismo de Portugal. E, se no caso das empresas, é fácil identificarmos o número de registos de cada uma pelo NIF, no caso de particulares, por ser um registo que não está disponível, tivemos de utilizar outro critério. Optámos pela identificação através do endereço de mail, com a normal margem de erro que possa existir, mas que acreditamos não ser significativa ao ponto de mudar a leitura que se pretende fazer.

    A conclusão a que se chega é a de que existem 22.897 entidades que registaram apenas 1 único AL, o que corresponde a 78% dos titulares e 42% dos AL. Entre 2 e 9 registos, temos 5.858 entidades, o que corresponde a 20% dos titulares e 32% dos registos (17.609). A gerirem mais de 10 AL existem 521 entidades, correspondendo a 2% dos titulares e 25% dos AL (13.790).

    Ou seja, a percentagem de pessoas com apenas 1 AL é bastante elevada, mas não deixa de ser significativo que apenas 2% dos titulares giram 25% dos AL registados no Turismo de Portugal.

    Como acontece como muitos números, poderão ter várias interpretações possíveis, dependendo do ângulo de onde são analisados. Esperamos ter dado um contributo válido para um debate mais esclarecido e assente em factos.

  • A ALEP apresentou publicamente o Projeto LOCALL.pt.

    Aproveitando o momento da BTL 2019, ( Bolsa de Turismo de Lisboa ), a ALEP ( Associação de Alojamento Local ) organizou na Sexta Feira 15 de Março o Seminário de lançamento do Projeto LOCALL sob o Tema “Preparar o Futuro do Alojamento Local” e deixamos aqui alguns pormenores. Registámos a boa qualidade do seminário e do projeto que podemos dizer ser baseado num conceito composto por duas partes fundamentais que são o LOCALL.pt  e o LOCALL Data.

    Se não esteve no seminário pode já ficar a saber a seguir, alguma da informação a que vai ter acesso.


    O LOCALL.pt é um portal de apoio aos gestores e futuros gestores AL, onde vai ser privilegiada a informação prática e de fácil consulta, com aquilo que é muito frequente vermos como dúvidas e necessidades dos Gestores AL e que está neste momento "espalhada" pela internet.

    A ALEP enquanto associação de Alojamento Local em Portugal assume querer construir, centralizar e fazer crescer essa informação num portal moderno, onde uma parte da informação é pública, outra para associados e ainda outra por subscrição.
    Perguntas e dúvidas simples como impostos do AL ou como registar um AL ou perguntas e dúvidas no âmbito da promoção e rentabilidade do Alojamento Local,  poderão ter resposta de forma sintética e objetiva e segundo o apresentado no seminário, será um portal de crescimento contínuo com diferentes valências para Gestores AL iniciantes e avançados.

    A outra parte deste projeto é o LOCALL Data e consiste em ter de forma dinâmica e constantemente atualizada uma base de informação ESTATÍSTICA do Alojamento Local em Portugal, que recorrendo ao “Business Intelligence” vai procurar ter uma informação o mais rigorosa possível dos “números do Alojamento Local “. Mas não só quantos são e quantas camas, porque isso já o RNAL apresenta, mas muito mais os dados estatísticos “vivos” de coisas como variação das reservas, em que tempo, os preços médios, canais de reserva e usando inclusive a geo referenciação.

    Mais que quantidade pretende-se saber o “como, quando e porquê” das reservas em Alojamento Local.

    É um projeto inovador, apoiado fortemente por entidades públicas como o Turismo de Portugal e também por entidades privadas. Foi mostrado a quem esteve presente no Seminário de apresentação do LOCALL.pt, dados interessantes que mostram claramente a real descentralização dos Alojamento Local, que cobrem já quase a totalidade dos concelhos e podendo esses dados inclusive serem mostrados por freguesia.

    Foi mostrado por exemplo, com que antecedência nos últimos 12 meses os turistas fizeram reservas em AL distinguindo por região a região. Onde é possível apurar que as reservas para a época de verão são feitas com mais antecedência que as reservas para os trimestres do Outono / Inverno.

    Ou outro exemplo, vimos como o Web summit fez trazer milhares de turistas a Lisboa que ficaram em AL, mas que uma grande percentagem dos visitantes entraram em Portugal pelo Porto..., e voltaram a sair pelo Porto!  

    Seminário LOCALL.pt

     Ou seja como um grande evento em Lisboa faz com que outras regiões sejam beneficiadas e como uma análise estatística dos hábitos dos turistas em Alojamento Local, pode dar-nos outras informações preciosas para inclusive outros tipos de alojamento, agências de viagens etc. 

    Um tipo de informação útil a um número muito grande de pessoas, como gestores AL, prestadores de serviços, autarcas, organismos que gerem o turismo local e nacional, escolas de turismo etc.

    O presidente do Turismo de Portugal, que encerrou o seminário, reconheceu a enorme contribuição e resultados únicos que o AL está a dar para 3 objetivos que Portugal tinha há muitas décadas:

    Redução da Sazonalidade

    Aumento do Tempo médio de estadia

    Descentralização do Turismo a nível nacional

     

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  • De tempos a tempos o Zibilocal gosta de espreitar o que é dito lá fora, numa perspetiva turística, sobre este retângulo à beira-mar. Já o fizemos quando publicámos o artigo sobre o Milagre Turístico e hoje fomos à procura de saber o que se tem falado sobre Portugal, neste início de 2018, em diversas publicações disponíveis online.


    Desde logo percebemos que as referências aos prémios conquistados nos World Travel Awards são mais que muitas, sinal de que Portugal irá continuar no radar turístico em 2018. É o caso da Lonely Planet, que coloca Portugal como um dos 10 países que precisa de visitar em 2018 e logo em terceiro lugar. Destacam ser um destino barato e a beleza natural de mais de 300 praias.

    Mas também, noticiado pela Travel Pulse, temos novamente Portugal num top 10. O dos destinos de visita obrigatória em 2018. Nesta lista, Portugal está em segundo lugar e é destacada a segurança e a boa comida.
    Também no segmento de luxo encontrámos Portugal bem posicionado. Somo o 5º país no Virtuoso Luxe Report na categoria de destinos emergentes.

    À parte dos tops, encontrámos um artigo curioso no sul-africano Sun & Guardian sobre as delícias gastronómicas em Espanha e Portugal. No que nos diz respeito, o destaque maior vai para os clássicos pastéis de nata, mas é também elogiado o renovado Mercado da Ribeira (atual Time Out market) como um espaço de excelência para quem visita Lisboa a pensar no estômago. Mas a curiosidade maior vai para o conselho dado a quem nos visita, que é o de usar a Uber em vez dos mais tradicionais táxis. Uma experiência negativa na viagem do aeroporto para o alojamento fez o autor do artigo comprovar o que lhe tinham dito em relação à notoriedade dos taxistas portugueses além fronteiras...

    Vamos continuar a acompanhar, ao longo do ano, a forma como somos vistos de fora, mas para já, pode-se dizer que vamos saindo com a autoestima reforçada.

  • O ZibiLocal gosta de estar atento ao que é dito lá fora sobre o que acontece cá dentro. Com o Alojamento Local em foco, é inevitável falar do turismo. Desta vez, na publicação online da rádio francesa France Inter, encontrámos um artigo que fala do Milagre Turístico Português.


    Pode-se ler que Portugal, de forma discreta, se tornou um destino turístico incontornável nos últimos anos.

    É valorizada a segurança do país, mas também a facilidade com que se viaja para Portugal por via aérea, com 616 voos semanais a chegarem aos aeroportos internacionais do país.

    O artigo destaca ainda o impacto económico que o turismo tem representado para o país, nomeadamente com a criação de emprego. Nesse particular, é citada a possibilidade dos grupos hoteleiros Pierre et Vacances e Barriere poderem vir a investir em Portugal no próximo ano, naquilo que é classificado como um boato.

    Sinal de que a mudança de Madonna para Portugal chega também lá fora é o facto dessa “transferência” ter sido citada neste artigo, mas são também referidos os benefícios fiscais que atraíram uma estrela da canção francesa Florent Pagny, que também se terá mudado para terras lusitanas.

  • Teatro.., para turistas ? O pensar fora da caixa e o empreendedorismo chega também ao Teatro, por via de uma ação inovadora de criação de uma peça para turistas.

    São boas notícias a notícia do boasnoticias.pt onde se lê que a empresa The Portuguese People, com Ana Rangel enquanto produtora e Sónia Aragão e Ana Brito e Cunha co-encenadores, vão disponibilizar ao público em geral uma comédia musical, mas a pensar no “nicho” de milhões de turistas que chegam a Portugal.

    É um projeto apoiado pelo Turismo de Portugal e que consiste numa comédia em que tudo é português, exceto o idioma!

    Os autores Filipe Homem Fonseca e Rui Cardoso Martins, brincam com temas da história de Portugal e usam a comédia para levar mais cultura a quem nos visita.

    Segundo Ana Rangel, “...a peça The Portuguese – a musical comedy é a melhor forma para dar-lhes a conhecer Camões, Pessoa, D. Sebastião entre muitas outras personagens importantes de forma leve, humorística e musical”

  • Portugal e o momento histórico do turismo. Há oportunidades que são como alguns cometas..., só voltam no próximo século.
    Muitas vezes passam-nos à frente e há 2 atitudes possíveis, ou se agarra e se gere com bom senso, ou achamos que não as merecemos e deixamos que alguém a agarre. E para as agarrarmos, ou já estávamos preparados, ou se não, há que reagir rapidamente. E é mesmo preciso usar esta oportunidade com bom senso.


    Pode ser olhando para quando a mesma oportunidade passou por outros, evitar erros que se cometeram e também beber da experiência desses outros. Mas no caso Português, há coisas em que somos únicos e talvez não haja exemplos para copiar.

    Se o “boom” turístico em Portugal já era uma oportunidade, depois do passado dia 10 de Dezembro de 2017, com a escolha de Portugal como melhor destino turístico do mundo, nos World Travel Awardse ao mesmo tempo Lisboa como melhor destino para Citybreak, e ainda os Parques de Sintra-Monte da Lua que receberam o óscar de Melhor Exemplo de Recuperação de Património. Então já não é só uma oportunidade..., é uma OPORTUNIDADE e ENORME RESPONSABILIDADE.

    Quem está a ler isto, está quase de forma inconsciente a pensar..., Oportunidade = Dinheiro..., mas atenção que é muito mais que isso.

    A oportunidade maior ( e provavelmente única ) é o povo Português, os governantes, poderem mostrar ao mundo que é possível ter turismo sustentável e fazermos todos para que dentro de uns anos, quando a oportunidade se mudar ( que é inevitável ) outros venham cá beber bons exemplos na forma como Portugal geriu a oportunidade.

    Somos exemplos bons a vários níveis. Estamos a ser exemplo na forma como estamos a lutar por oferecer um Alojamento Localsustentável, de altíssima qualidade, regulado e equilibrado. Mas não se pense que é da parte só das autoridades, também é da sociedade civil, que por via das redes sociais, se está a auto organizar em ações diversas. Há petições a correr neste momento para “forçar” o parlamento Português a olhar para o AL como ele merece.

    É a associação que representa o setor, a ALEP e também a AHRESP que estão empenhadas em dialogar com os legisladores, para se fazer o melhor para todos. E tem mesmo de ser para todos, pois os resultados a curto e médio prazo, de eventuais decisões erradas, terão certamente consequências que irão afetar muitos mais cidadãos e mesmo decisores políticos, não só os gestores de Alojamento Local.

    Sabe que o AL em Portugal é um “case Study” e a própria AirBnB está a implementar processos aqui em Portugal que são únicos no mundo ?

    2017 é o ano mundial do turismo sustentável, e não pode passar só por ser mais um ano de “qualquer coisa” foi uma iniciativa da OMT, para alertar as consciências de que o equilíbrio do planeta pode estar mais uma vez em risco, por mais uma atividade dos seres humanos.
    Quando nos 2 últimos séculos esse equilíbrio foi posto em causa pela concentração da indústria pesada e do trabalho concentrado em cidades, curiosamente o equilíbrio está agora em causa, também pela industria do lazer e concentração de seres humanos a “descansar”!

    Temos assim esta responsabilidade, de mais uma vez, podermos liderar uma mudança da humanidade..., porque não é só ser o melhor destino turístico, é ser num momento histórico, porque nunca, tantos seres humanos saíram tantas vezes das suas regiões de residência, por razões de lazer e turismo.

     

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