17-09-2019

Estatísticas turismo

  • A plataforma online Airbnb anunciou hoje em comunicado que, entre os meses de Junho e Agosto, se deu um aumento de 59% face a 2016 nas reservas de alojamento em Portugal, com origem nas 1.113.000 registadas nesse período.


    Estes números colocam Portugal em sexto lugar no ranking de países europeus mais visitados com estadias reservadas pelo Airbnb durante esse período.

    Foram também revelados os números relativos a portugueses que utilizam a plataforma, que foram mais de 173 mil, o que corresponde a um aumento de 73%.

    Mas os números são ainda mais detalhados e revelam os destinos nacionais que mais cresceram na procura dos hóspedes portugueses que reservam a sua estadia através desta plataforma, face ao ano passado: Santarém (com um aumento de 609%), Póvoa do Varzim (316%), Vila do Conde (220%) e Esposende (+198%).

    Também nas ilhas houve um aumento grande, com destaque para os Açores, com a Madalena e Angra do Heroísmo a subirem 199% e 182% respetivamente.

    Para fora, o destino dos utilizadores portugueses que mais cresceu face a 2016 foi Glasgow, na Escócia, com um aumento de 224%.

  • Chama-se Holidu e é uma plataforma online de pesquisa de Alojamento Local (AL), que concorre com as mais conhecidas, como o Airbnb ou o Homeaway, usando algoritmos de Inteligência Artificial (IA).


    O seu fundador, o alemão Johannes Siebers, pensou nesta startup quando estava de férias em Portugal em 2013 e procurava um alojamento para si e para o irmão. Na pesquisa que fez foi ficando frustrado com a quantidade de casas que estavam dadas como disponíveis, mas que afinal estavam já reservadas. Foi aí que lhe ocorreu a ideia de criar uma plataforma que permitisse dar-lhe essa informação, a ser recolhida entre os diversos sites onde a casa pretendida estaria registada.

    As dificuldades começaram aí, dado que seria essencial conseguir uma fórmula de pesquisa que permitisse identificar de forma inequívoca cada um dos alojamentos nas diversas plataformas onde estão registados.

    Foi então que pensou num algoritmo de IA que usasse as imagens das casas como meio de identificação de cada uma. Garante dessa forma que consegue 99% de certeza na pesquisa que é feita, dado que não se trata apenas de pesquisar imagens idênticas, mas ir mais longe e conseguir identificar as divisões a partir de ângulos diferentes.

    Essa pesquisa, em conjunto com as coordenadas GPS das casas, permite garantir que a informação é fiável, mesmo quando o universo de pesquisa é de 400 milhões de imagens e 200 plataformas de aluguer de casas.

    A Holidu tem vindo a crescer exponencialmente desde 2014, ano da sua fundação. Está hoje presente em 20 países, entre os quais Portugal, e tem um catálogo de mais de 7 milhões de alojamentos em todo o Mundo, contando já com mais de 5 milhões de visitas por mês.

    Com a sua tecnologia inovadora, esta startup representa já uma tendência crescente de sites que agregam as diversas plataformas de AL existentes, facilitando assim a vida ao utilizador final.

     

    Artigo adaptado de: https://thenextweb.com/artificial-intelligence/2017/09/26/this-travel-site-taps-ai-for-cheap-vacation-rentals/#.tnw_P4wL9Kq4

  • Desde o inicio de 2018 os dados estatísticos do turismo emitidos na Região Autónoma da Madeira, e em particular do Alojamento para Turismo, incluem o Alojamento Local. Os dados do INE a nível nacional ainda não o fazem e portanto sendo a Madeira um destino turístico de excelência, ler estes dados é um barómetro de valor. Na newsletter emitida hoje pela DREM, verifica-se a continuação do crescimento dos principais indicadores.


     

    Segundo a Direção Regional de Estatística da Madeira

    As primeiras estimativas relativas ao mês de fevereiro de 2018 apontam para acréscimos nos principais indicadores no conjunto do alojamento turístico da RAM, com variações homólogas de +4,4% nas dormidas, +11,2% nos proveitos totais e +9,0% nos proveitos de aposento.

    A hotelaria concentrou 84,8% das dormidas, crescendo 2,8% em termos homólogos, enquanto o alojamento local registou um incremento de 12,3% nas dormidas, representando 13,6% do total.

    Por sua vez, o turismo no espaço rural e de habitação, responsável por 1,7% do total, teve +31,2% de dormidas face ao mesmo mês do ano passado, variação em parte explicada pela reclassificação de um estabelecimento hoteleiro em turismo no espaço rural.

    Destaque ainda para o acréscimo homólogo no rendimento médio por quarto (RevPAR) no alojamento turístico em 4,3%, para 40,09€. O sector da hotelaria evidenciou um crescimento de +4,1% em fevereiro de 2018, apresentando um RevPAR de 43,28 euros.

    Fonte: https://estatistica.madeira.gov.pt/

     

    No que respeita ao Alojamento Local este são números oficiais que claramente sabemos poderem ser idênticos em outras regiões do país, sem falarmos de Lisboa ou Porto, embora sem ainda termos uma informação estatística validada.

    Mas é fácil perceber que o Alojamento Local é uma opção mais que óbvia a que ninguém pode ficar indiferente quando conhecemos o seu crescimento a nível nacional e neste caso temos dados estatísticos oficiais de uma região como a RAM, onde não será por falta de oferta de Hotelaria tradicional que o AL cresce e é procurado. Sem que isso prejudique os resultados dos hotéis já existentes e outras modalidades de alojamento turistico.

    A Região Autónoma da Madeira é um excelente barómetro e importante também para ler as tendências na procura por Alojamento Local a nível nacional.

    Links sugeridos:

    Em Foco
    Quadros
    Publicação

     

    zibilocal 2

  • São aproximadamente 2.100 as unidades de Alojamento Local (AL) existentes na Região Autónoma da Madeira, o que corresponde a cerca de 8.500 camas.


     Tem sido um crescimento grande neste tipo de alojamento, com 430 novos registos em apenas 5 meses, mas nem por isso o AL é visto como uma ameaça à hotelaria da Madeira que continua a ter o melhor desempenho de sempre este ano.

    Para comprovar que são realidades não concorrentes, há os números de 70.641 hóspedes que procuraram o AL na primeira metade do ano e 690.802 que nesse mesmo período preferiram unidades hoteleiras.

    Informação mais detalhada no Diário de Notícias da Madeira.

  • Num estudo encomendado pela Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) ao ISCTE, ficou-se a saber que o impacto do Alojamento Local (AL) na Área Metropolitana de Lisboa (AML), em 2016, foi de 1,6 mil milhões de euros.


    Mas foram mais abrangentes os números divulgados pela AHRESP, nomeadamente em matéria de pessoas empregadas no AL, que são 5.700 de forma direta e 13.400 de forma indireta.

    Relativamente a percentagens do peso do AL no turismo da AML, os valores correspondem a 18,3%, o que representa 1% do PIB desta região.

    Ficou-se também a saber que o aumento de unidades de AL abertas foi de 95% em 2016, com 4.346 novos registos. 

    Como nota adicional, o ZiBilocal avança com os números de registos de AL a nível nacional, à data de 20 de Setembro: 52.187, sendo 9.794 respeitantes ao concelho de Lisboa.

  • O resumo da semana do Alojamento Local em Portugal (e não só) nas mais diversas publicações online. Para quem não tem tempo, mas quer manter-se atualizado sobre o tema.


    domingo

    • O alojamento local é destacado positivamente na entrega dos prémios "Guia Boa Cama Boa Mesa" pelo presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, a propósito dos números positivos que o sector do turismo continua a apresentar; 

    segunda-feira

    • É notíciaque as plataformas de reservas online podem ter de passar a reportar ao fisco os dados sobre os donos dos imóveis, com vista a evitar a fuga aos impostos;
    • Vários órgãos de Comunicação Social noticiamque os pedidos de licenças de alojamento local cairam 40% nos primeiros três meses de 2019;
    • O número de turistas norte-americanos em Portugal cresceu 30% em fevereiro, representado o alojamento local 12,9% das dormidas;


    terça-feira

    • Reportagemque avalia o efeito do boom de turismo no sector, detalhando os números dos proveitos;


    quarta-feira

    • O alojamento local contribuiu positivamente para os crescimentos registados na venda de grandes eletrodomésticos em 2018. É um dos dados reveladospela Associação de Empresas de Distribuição (APED);


    quinta-feira

    • O alojamento local está na vanguarda das medidas lançadas pelo Governo sobre fiscalização de agentes económicos, no âmbito do Simplex +.
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    sábado

    2ª feira

    • Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, o Turismo já vale 13,7% do PIB;


    3ª feira


    4ª feira

    • É divulgado um estudo feito pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias que diz que o Alojamento Local pode vir a gerar um impacto económico de 412 milhões de euros em Portugal.
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    2ª feira

    • A ALEP – Associação do Alojamento Local em Portugal recebeu uma medalha de prata na atribuição de medalhas de mérito turístico, uma iniciativa que o Governo retomou, após suspensão em 2012;
    • É notícia no Jornal Económico que o Porto ultrapassa Lisboa na subida de preços do Alojamento Local;


    5ª feira

    • Na abertura da IV Cimeira do Turismo Português, Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, vem defender a nova legislação sobre o Alojamento Local, afirmando que esta vai “resolver o reequilíbrio da cidade”;
    • O jornai i, no Dia Mundial do Turismo, fez uma reportagem sobre o sector, onde apresenta os números mais recentes e onde é destacado o papel do Alojamento Local no crescimento da actividade;


    6ª feira

    • Altino Bessa, vereador com o pelouro do turismo na Câmara Municipal de Braga, veio destacaro papel do Alojamento Local na melhoria da capacidade da cidade acolher turistas, tendo subido de uma única unidade em 2010, para 278 registadas atualmente.
  • Um  artigo importante para quem gere Alojamento Local mas não só. Também importante para quem quer perceber as fases, os períodos, as tendências das buscas de Alojamento Local por parte dos turistas mundiais. Use e abuse do Google Trends. Uma ferramenta que até mostra que o Alojamento Local é genuinamente procurado pelos turistas mundiais, sem ser preciso forçar ( obrigar ou impingir esta forma de alojamento para turismo ) pois quem faz uma busca no Google por Holiday Homes Portugal é porque é isso que quer e quando quer ficar em um hotel é "hotel" que procura. Os turistas sabem o que querem e também pelo Google Trends pode-se perceber isso. 


    Desde há vários anos que é evidente que a busca por férias em casas privadas aumenta e tem períodos de picos de procura. A nossa experiência diz e continua a confirmar-se que a procura começa logo no final de cada ano para reservas destinadas ao verão seguinte. Em particular por turistas do centro da Europa. Já os latinos tendencialmente pensam mais "em cima das datas". 

    Mas numa conferência que aconteceu em Outubro de 2017, na Escola Superior de Turismo do IPL em Peniche, cujo palestrante era Mário Camões, Business Development Manager da Google Portugal, ouvimos a confirmação de algo ainda mais concreto. O período do ano em que o Google atinge picos nas buscas internacionais para palavras chaves como “holiday homes portugal” ou “casas de vacaciones Portugal”, ou “maison de vacances portugal”... é em Janeiro de cada ano na 2º semana e 3º semana.

    Nós aqui no ZiBiLocal também temos feito as nossas análises e deixamos algumas conclusões muito interessantes.

    Com regularidade recebemos emails do Google Trends como estes:

     

    3

     

    1

     

    casavacacionesdex2017

     

    2

    Veja a evolução ao aproximar-se o final do ano, na palavra chave "Holiday Home Portugal" seja em "Casa de vacaciones Portugal".  Mas embora a busca por "casa de vacaciones" tenha um crescimento de 614% na última semana do ano, versus os 18% da semana anterior, isso é precisamente porque os Espanhois procuram casa em cima das datas e neste caso para mini férias de Natal e fim de ano. Ao contrário dos Ingleses e Franceses que será tendencialmente para as férias de verão.

    O Google Trends permite também fazermos análises diretamente que nos dão dados muito interessantes com estes:

     

    1º Trimestre 2017

    1trim17

    2º Trimestre 2017


    q2trim

    3º Trimestre 2017

    q3trim17

    4º Trimestre 2017

    q4ºtrim17

    O Google Trends é uma ferramenta fantástica para fazer análises que podem ajudar muitos negócios que se relacionem com consumidores internacionais como é o turismo e embora seja aliciante explorar a fundo as opções de estatísticas, no entanto sugerimos que siga 3 princípios de base:

    1- Escolher expressões, palavras chave que poderão ser mais usadas quando se procura algo, mas colocando 3 ou 4 variáveis possíveis.

    2- Definir intervalos de datas alterando com diferentes intervalos para as mesmas palavras chave e comparar resultados.

    3- Fazer variáveis entre busca “nível mundial” ou por país. Algo muito importante quando se trabalha com nichos de mercado geográficos.

    Nos exemplos acima só usámos “nível mundial” mas isso deu-nos um dado muito interessante. É que mesmo que se saiba que os turistas que chegam a Portugal são cada vez mais provenientes de países muito diversos, no entanto durante todo o ano de 2017, foi a partir do Reino Unido que se verificou haver mais buscas por “holiday home portugal”..., mas outro dado interessante é que a expressão “vacation rentals” que é particularmente usada nos Estados Unidos, também está a generalizar-se e já está a ser usada por muitos outros turistas de outras regiões.

    Veja agora um exercício que fizemos ( com um objetivo diferente ) em que as nossas escolhas de parâmetros foram:

    1- Expressões de busca: Casas de férias + Alojamento Local ( usando o processo de comparação )

    2- Intervalo de datas: 1 Janeiro 2014 a 1 Janeiro 2018 ( desde o ano da nova legislação )

    3 -País de onde partiram as buscas: Portugal

     

    Portugal casasferiasvsalojamentolocal

     

    A expressão (palavra chave) "Alojamento Local " ultrapassou largamente a expressão "Casas de Férias". Claro que também por se ter tornado um tema muito falado e debatido em Portugal e portanto essas buscas serem provenientes não só de viajantes que querem fazer férias em AL.  O que não significa que a palavra chave "casas de férias" esteja a deixar de ser usada, como se pode ver no quadro abaixo. E claro que nesse caso já será muito provável que a busca esteja a ser feita por alguém em Portugal, que procura uma casa de férias ( Alojamento Local ) para férias.   

    buscas principais

     

    zibilocal 2

     

  • São dados curiosos que mostram que a reserva de Alojamento Local em plataformas online começa a ser cada vez mais transversal em matéria de gerações.


    Prova disso mesmo é o crescimento de 62% nas reservas feitas por cidadãos com mais de 60 anos na plataforma de reservas Airbnb no ano de 2016.

    E para onde vão, maioritariamente, estes viajantes? Conheça o top 10 de destinos de reservas feitas através do Airbnb, por cidadãos portugueses com mais de 60 anos:

    1º Tavira
    2º Ponta Delgada
    3º Quarteira
    4º Paris
    5º Lisboa
    6º Londres
    7º Roma
    8º Madrid
    9º Porto
    10º Barcelona

    Mas há mais dados relativos a cidadãos seniores, desta vez relativos a reservas feitas através do Airbnb por cidadãos estrangeiros acima de 60. Lisboa, Porto e Funchal estão no topo das cidades mais visitadas por estes turistas. Lisboa e Porto destacam-se entre os viajantes seniores brasileiros, com o Porto a ser mesmo o destino mais visitado pelos cidadãos seniores australianos (Lisboa fica em 4º neste ranking) e um dos preferidos dos cidadãos seniores alemães. Lisboa está no top de preferências dos mexicanos acima de 60 e situa-se no top 10 dos cidadãos da Dinamarca e dos cidadãos da África do Sul. Já o Funchal é um dos destinos preferidos dos viajantes seniores de França e do Reino Unido.

    São dados que têm origem apenas numa plataforma de reservas, portanto com uma representatividade sempre relativa, mas não deixam de ser uma base de análise indicativa das tendências de uma faixa etária de turistas que se prevê vir a ter cada vez mais cidadãos.

     

    Fonte: https://press.atairbnb.com/br/airbnb-revela-principais-destinos-de-viagem-dos-cidadaos-seniores/?region=Portugal

  • O Alojamento Local (AL) está na ordem do dia. Fala-se muito do AL e, muitas das vezes, para fazer uma apreciação negativa com base em dados que não parecem ser sustentados em números reais. Ou será que são? O ZiBiLocal quis saber mais e foi investigar. Fê-lo com base nos dados dos registos de AL, acessíveis para todos, disponíveis no Turismo de Portugal. É afinal a perceção igual à realidade?


    Nas próximas semanas iremos divulgar algumas das conclusões a que chegámos, divulgando aqui os números dos registos de AL feitos no Turismo de Portugal, devidamente categorizados por áreas, para que possam ser depois analisados sem filtros, ajudando a que as trocas de argumentos sejam fundamentadas em factos e não em convicções.

    Afinal qual a percentagem de individuais que exploram AL face às empresas? E qual a freguesia onde há mais AL? Sabe qual a nacionalidade estrangeira que tem mais AL registados em Portugal? E o número de AL registados, de que forma tem evoluído no tempo? São muitas as casas antigas disponíveis para AL, ou a maioria são casas mais recentes?

    Numa época em que o acesso à desinformação é por vezes mais rápido do que o acesso à informação, queremos ajudar a esclarecer e não a baralhar ou condicionar. Afinal, a informação existe e está mais disponível do que nunca. Há é que saber procurá-la.

    Começamos com uma curiosidade, que será demonstrativa de que os AL têm prestado um importante serviço na recuperação de habitações mais antigas: até hoje, estão registadas no Turismo de Portugal, para AL, 29.305 casas de construção anterior a 1951. Um número que representa mais de metade das casas registadas na entidade que regula o sector.

    Detalhando por concelho, Lisboa tem a maior fatia de casas antigas registadas para AL, com 8.226 registos, seguindo-se Albufeira e Porto, com números na casa dos dois mil registos. Se fizermos a análise de registos de casas de construção posterior a 1951, temos o Porto a liderar, com 2.365 registos, mas com Loulé, Albufeira e Lisboa próximos, também na casa dos dois mil AL.

  • Retomamos esta semana a nossa análise aos registos de Alojamento Local (AL) feitos no Turismo de Portugal escrutinando geograficamente a distribuição dos alojamentos em AL.


    Na nossa primeira análise abordámos a distribuição geográfica tendo em conta a antiguidade dos imóveis. Desta vez removemos esse filtro e analisamos a totalidade de registos feitos até ao momento.

    Desde já se percebe que o Algarve, com 22.647 registos, se destaca das outras regiões. São quase 42% dos registos efetuados em todo o país, que demonstram que o Algarve continua a liderar enquanto destino de férias por excelência.

    Abaixo do Algarve vem o Distrito de Lisboa que, com 13.401 registos, tem perto de 25% dos alojamentos de todo o país. O Distrito do Porto vem mais abaixo com 5.937 registos de AL, o que corresponde a 11% do total nacional.

    Estes números indicam que, só nestes três distritos – Faro, Lisboa e Porto –, estão 77% dos AL em Portugal, sendo que a distância para os distritos mais abaixo ainda é considerável. O Distrito de Leiria, a Ilha da Madeira e o Distrito de Setúbal, com 2.476, 2.243 e 1.762 registos, respetivamente, são as restantes regiões que ainda têm um número acima do milhar de AL registados.

    Mas o ranking de concelhos já apresenta Lisboa à frente, destacada, com 10.299 registos. Albufeira, com 4.761, e o Porto, com 4.739 registos vêm a seguir. Vem depois uma sequência de concelhos algarvios e apenas o Funchal, com 1.128 AL, se intromete no top 10.

    Curioso será descobrir o concelho interior com mais AL. Se pesquisarmos apenas concelhos que não estejam em contacto com o litoral, encontramos Coimbra, que tem 197 registos de AL efetuados e está em 36º lugar na lista de concelhos com mais registos, e Terras do Bouro, dois lugares abaixo, com 179 AL, demonstrando bem que a proximidade do litoral e das praias ainda favorece a aposta nos AL.

    Mas façamos um pouco mais de zoom no mapa, em busca das freguesias que têm mais AL registados. Se está à espera de ver uma freguesia de Lisboa no topo, desengane-se. É novamente o Algarve quem lidera, com a freguesia de Albufeira e Olhos de Água que tem 4.055 registos. A seguir vem a freguesia portuense que alberga as antigas freguesias de Cedofeita, Ildefonso, Sé, Miragaia, Nicolau e Vitória, com 3.416 AL. A freguesia de Santa Maria Maior, em Lisboa, com 2.676 registos, vem em terceiro lugar no ranking de freguesias com mais registos de AL.

    Em jeito de conclusão, pode dizer-se, sem grandes surpresas, que existem 3 grandes áreas de AL em Portugal: Algarve, Lisboa e Porto, mas o resto do país está longe de ser apenas paisagem no que a este sector diz respeito. 493 unidades na Ericeira, 348 na Nazaré ou 245 em Aveiro são exemplos de que este tipo de alojamento existe um pouco por todo o país, sendo apenas 18 os concelhos que não têm qualquer registo de AL. Pelo menos até agora.

     

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  • É notícia na Braga TV e vem mostrar que o crescimento do turismo é um fenómeno transversal a todo o país, com mais de 260 mil turistas a serem registados pelo Posto de Turismo de Braga de Janeiro a Agosto, que equivalem a um aumento de 22,15% em relação ao mesmo período do ano passado.


    O Alojamento Local acompanha esse crescimento com 146 unidades registadas até ao momento, que contrastam com as 41 unidades registadas em 2016, o que corresponde a uma subida de 770%.

    Relativamente a nacionalidades dos visitantes, os espanhóis estão em maior número, com 27% do número total dos visitantes, seguindo-se os portugueses (21%) e os franceses (19%). Mas a maior subida diz respeito aos ingleses, com mais 222% de visitantes face a 2016.