17-06-2019

A ANÁLISE | OPINIÃO

AL...Europa...Portugal

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É preocupante quando algo de incrivelmente repetente acontece em Portugal. Até mesmo numa geração que nasceu já pós revolução dos cravos, estando em plena idade ativa, adulta, que viaja, lê, ouve, bebe..., mas muitas vezes digere mal o que lhe dão a beber. Bebidas fast food ou fora de prazo alimentando o síndrome da insuficiência de autoestima e que fazem mal por aqui a quem até faz MUITO MELHOR que outros, porque somos melhores!  Isto a propósito do Turismo em casas privadas ( Alojamento Local ).


Nas 2 últimas semanas, alguns títulos e notícias do que chegava da Europa, relativamente ao turismo em casas privadas ( Alojamento Local ):

Alojamento local: cidades europeias exigem mudanças” ( Jornal Expresso ) e com subtítulos:

“Em causa poderá estar a obrigatoriedade de divulgação dos dados pessoais dos proprietários que utilizam plataformas online, como o Airbnb e Booking, para arrendar as suas casas

ou ainda:

Oito cidades europeias vão pedir à Comissão Europeia que passe a ser obrigatório tornar pública a informação pessoal dos arrendatários. É o mais recente episódio da contestação das cidades aos excessos do alojamento local ".

Sabia que:

Portugal é o único país europeu com um Regime Jurídico exclusivo para o alojamento de turistas em casas privadas ( RJAL )?
Que somos únicos com uma regulamentação nacional, desburocratizada e construída para evitar a ilegalidade?
Que somos os únicos a exigir claramente às plataformas promotoras internacionais uma fiscalização dos anúncios publicados?
Que há uma base de dados pública dos Alojamentos legais, ( RNAL ) que qualquer cidadão pode consultar sem se esconder nada e de nada?
Que somos ( Portugal ) um exemplo de regulamentação deste recente sub sector do Turismo?
Que a associação que representa o AL, ( ALEP ) tem uma importante peso na Europa?
Que o Alojamento Local Português é visto como um excelente exemplo de legislação e mesmo um “case study” ?

Fica a comparação com os títulos e notícias e o apelo para se comparar de forma honesta e legitima.

Cidades Europeias desesperadas ( essas sim ) já precisam de pedir ajudar à Comissão Europeia. Essas cidades têm problemas reais, porque não há legislação nacional para as ajudar, não têm meios para combater a ilegalidade, por os governos desses países acharem que é algo que não merece atenção nacional e que simplesmente a nível regional / local se pode resolver.

Nós por cá..., estamos mesmo muito mal caramba..., sempre na cauda, sempre atrasados..., que chatice !

 

António Santos

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