14-11-2019

A ANÁLISE | OPINIÃO

Sharing Economy - Alojamento Local - Turismo sustentável

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O Alojamento Local é parte integrante da Economia de Partilha  e do Turismo Sustentável. 
O vídeo agregado a este artigo, aborda muito bem o tema da "Sharing Economy", enquanto realidade inquestionável. 

Como e onde entra aqui o Alojamento Local ?  

  

Ter um bem..., partilhar esse bem..., e cobrar um valor por essa partilha é algo que algumas pessoas acham que desvirtua o espírito da Sharing Economy. Não vemos isso assim e vamos ver como o AL é um excelente exemplo disso.

No Alojamento Local há uma partilha, um colocar à disposição de outras pessoas, um bem que estaria parado, ou a só servir a 1 pessoa e que com a economia de partilha, passa a ser usufruído por centenas de outras pessoas.

E o valor monetário que um proprietário cobra por essa partilha é um valor que é justo que seja cobrado, porque há todo um conjunto de serviços, despesas, desgaste, etc, associado a essa partilha. Se há um valor monetário envolvido, é por a maioria dos turistas não poder retribuir de outra forma que não seja em dinheiro.

Existem plataformas na internet em que 2 proprietários podem disponibilizar a troca de casa, em períodos pré definidos para férias. Sem custos, simplesmente usufruindo uns dias de uma casa, dando em troca a sua por um mesmo período.

Mas e quando alguém não tem outra casa para dar em troca? Não é legitimo que a troca seja por dinheiro? Não é afinal o dinheiro o principal meio de troca das sociedades?

A AirBnB, colou-se francamente bem a este tema e usou muito bem para campanhas de Marketing, passando a imagem de que foram criadores do conceito “partilha de casa”. Mas não, não foram. Antes de 2008 já a Homeaway e a Homelidays e várias outras plataformas promoviam esta partilha a nível mundial e da mesma forma.

Mas a AirBnB foi pioneira..., ao não ter pruridos de assumir o que já se fazia há décadas em todo o mundo. E se hoje são acusados de transformar um conceito de partilha, em uma empresa de milhões de dólares..., várias outras plataformas na internet o faziam antes mas não foram tão fortes no marketing e gestão do conceito.

Mas qualquer uma destas plataformas o que está a fazer não é mais que também usar do conceito de Economia de Partilha, disponibilizando conhecimento tecnológico, meios, investimento para que cidadãos, criem micro negócios com bens que já possuem ( casa ) sendo um brutal incentivo para as economias locais e para o Turismo !

Estará este incentivo e partilha de meios a chegar a uma fronteira que coloca em risco a sustentabilidade do Turismo ?

Sim, está no mínimo a ajudar a isso, como também estão as companhias de aviação com voos LowCost.

Mas é aqui que está a grande responsabilidade de todos os intervenientes. Desde governos, entidades gestoras do turismo..., até o pequeno proprietário, não se podendo deixar que se repitam erros irreparáveis, não sendo necessário voltar atrás, acabar com o turismo e outras coisas absurdas. 

Mas e temos de ficar à espera que sejam só e exclusivamente grupos políticos, ou grupos de interesse a fazer alguma coisa e tomar decisões por decreto?

Temos todos uma quota parte de responsabilidade e direito a uma voz no futuro do Turismo sustentável e começa por ter de se exigir a decisores políticos, seriedade, clareza, objetividade e coerência.

O que temos visto nos últimos tempos, nas bocas e canetas de políticos, comentadores, etc..., a nível nacional e mesmo europeu, a propósito do tema Turismo e Alojamento Local, tem sido muitas vezes, intervenções com muito pouca coerência.